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Outras Informações

Parceiro da Ecodata Cerrado em diversas ações, o deputado distrital Joe Valle visitou dia 17, o estande onde o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS) e a Ecodata apresentam ao público da Rio+20 o bioma Cerrado.

O deputado conheceu a cartilha “Cerrado Sempre Vivo”, uma publicação realizada pelo senador Rodrigo Rollemberg em parceria com a Ecodata. A cartilha apresenta o Cerrado e aborda importantes questões como conservação, desafios, legislação e perspectivas para o futuro.

Neste mês o blog da Ecodata Cerrado entrevistou o senador Rodrigo Rollemberg. Defensor entusiasta do Cerrado, o senador falou ao Ecodata Informa sobre os desafios ambientais que se colocam para a conservação do Cerrado, a participação do bioma na Rio +20 e as expectativas em relação aos impactos da Conferência. Confira a entrevista AQUI.

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O Ministro Laudemar Aguiar, secretário Nacional do Comitê Nacional de Organização da Rio+20, visitou o estande da Ecodata Cerrado no Pier Mauá.

Declarou-se um apaixonado pelo Cerrado. Parabenizou o trabalho de divulgação do bioma e elogiou a iniciativa do senador Rodrigo Rollemberg em apoiar o Cerrado na Rio+20.

A Agência Brasileira de Meio Ambiente e Tecnologia da Informação – Ecodata, e o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS – UnB), preparam juntos uma participação significativa do bioma Cerrado na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O evento marca os vinte anos de realização da Rio-92 e pretende contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável mundial para as próximas décadas.

Para o diretor do CDS o professor Dr. Saulo Rodrigues, esta é uma excelente oportunidade para destacar a vulnerabilidade do bioma Cerrado. “O Cerrado precisa estar em evidência na Conferência. Apresentaremos a frágil realidade da região. E para esse desafio convidamos a Ecodata como parceira, por ser uma instituição séria e que atua veemente pela conservação da sociobiodiversidade do Bioma”, afirma o professor.

Para o engenheiro agrônomo e presidente do Conselho da Ecodata, Donizete Torkaski, o Cerrado ainda não recebe a devida importância do ponto de vista de conservação no Brasil. Donizete afirma que deve-se chamar atenção do mundo para a necessidade de reconhecer o bioma como patrimônio nacional, por ser uma área de relevante interesse em conservação e que, nos últimos 50 anos, teve mais de 50% de sua vegetação original suprimida.

“Vamos disponibilizar informações sobre o bioma para a sociedade. Uma equipe de agentes ambientais responderá questões sobre características, produtos naturais, alimentares e artesanais da região. Também propomos discutir a legislação que trata do Cerrado, a aprovação da PEC 115\95. A proposta é articular junto à sociedade uma lei específica. Entendemos que o Bioma precisa de uma lei federal e leis estaduais, sobre a potencialidade do seu uso e conservação. Além disso, faremos uma campanha interativa, onde produziremos pequenos vídeos abordando a vivência e a expectativa com relação ao Cerrado”, explica Donizete.

Para a Ecodata é preciso aproveitar a oportunidade que a Rio+20 oferece e colocar o bioma Cerrado em pauta para sociedade e imprensa mundial, além de promover o debate e proporcionar novas idéias e comportamentos.

“A partir desse debate esperamos que as decisões acertadas sejam possíveis de avançar na defesa da conservação do meio ambiente como um todo. Entretanto, será difícil acontecer por falta de compromisso de alguns países e de algumas lideranças que atuam na área ambiental. Mas, acredito que a Rio+ 20 vai deixar para todos nós uma responsabilidade maior que é o trabalho permanente de conscientização e mudança de paradigmas da sociedade. Dessa forma, nas próximas rodadas de negociação poderemos efetivamente avançar no sentido de promover uma vida melhor na sociedade, em harmonia com meio ambiente”, afirma o engenheiro agrônomo.

Professor Saulo concorda, “Mais importante que o resultado da Conferência, é o legado que ela vai deixar. Quando tudo tiver terminado, a sociedade, as instituições e o governo brasileiro, todos estarão mais mobilizados em prol do meio ambiente. E finalmente entrará de maneira prática na agenda social, o desenvolvimento sustentável”, conclui o diretor do CDS.

Estas preocupações acerca do bioma Cerrado serão abordadas no dia 20 de junho, às 16h no Seminário Cerrado Sustentável na Green Rio, onde importantes personalidades que atuam em defesa do Cerrado estarão presentes. Além de Donizete Torkaski, estarão presentes o senador Rodrigo Rollemberg e o deputado distrital Joe Valle.

Representantes da Ecodata na Rio+20 junto com o diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, Saulo Rodrigues. 

Sobre

Ecodata

A Agência Brasileira de Meio Ambiente e Tecnologia da Informação – Ecodata, é uma associação civil de caráter socioambiental, sem fins econômicos, de âmbito nacional, com sede em Brasília. A atuação da Ecodata é marcada por importantes realizações, resultado de ações efetivas na elaboração e implementação de Programas e Projetos nas áreas de meio ambiente e recursos hídricos, apoiando a proteção, recuperação, conservação, gestão, manejo e uso sustentável dos recursos naturais, viabilizados por meio de parcerias com a iniciativa pública, privada e organismos governamentais.

Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB

O Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS), criado em 1995, é uma unidade permanente da UnB. Dedicado ao ensino, à pesquisa e à extensão, o CDS mantém o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável (PPG-CDS), que começou a funcionar em 1996, e desenvolve estudos e pesquisas interdisciplinares sobre o meio ambiente e a sociedade.

Artistas goianos se unem para denunciar a destruição do bioma

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 vai receber uma atração que pretende aguçar os sentidos dos visitantes, a videoconferência sensorial Brasil Cerrado.

Criada pelo artista plástico Siron Franco, nascido em Goiás, a obra teve como inspiração as belas fotos do também goiano Rui Faquini, que há 40 anos registra as belezas e peculiaridades do bioma. A proposta da amostra é aproximar o visitante dos encantos do Cerrado e chamar a atenção para a devastação e o desmatamento que acontece na região.

O convite para participar da Conferência Rio+20 foi feito pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em visita à Goiás quando participou de seminários a favor da conservação do Cerrado, em 2011. Siron  aceitou o desafio e convidou o amigo fotógrafo. “Eu recebi o convite e imediatamente lembrei do Faquini. Somos amigos há mais de 35 anos e juntos compartilhamos a paixão pelo cerrado brasileiro”, conta o artista.

As fotos, utilizadas para inspirar, são para o fotógrafo uma oportunidade de alertar à população mundial sobre a dura realidade que assola o bioma. “Nasci e cresci brincando no Cerrado, minha relação com a região é muita íntima. Esta é a chance de levar a importância e a dimensão desse Bioma extremamente rico para o mundo”, diz Faquini.

Brasil Cerrado

Com mais de 600m² de área montada, distribuída em quatro salas e dois megapainéis, a instalação permitirá que a flora e a fauna do Cerrado sejam sentidas por meio de aromas (como o de grama molhada) apresentados em grandes projeções com alta definição, esculturas, fotos e textos, com sons específicos.

Na segunda etapa, o visitante atravessará um corredor de fogo e finalmente irá deparar-se com a destruição do Cerrado brasileiro.  Ao fim da visita, o público poderá ver mapas da degradação, em tempo real, via satélite, diretamente do site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

“Estou trabalhando com o conceito: belezas que estamos perdendo. Não estou trabalhando o conceito de destruição. A proposta é causar o conforto e ao mesmo tempo o desconforto. Conforto na paz que a natureza nos proporciona e desconforto quando encaramos a destruição produzida pelo homem”, afirma Siron.

Quando o assunto são as expectativas sobre os principais impactos da Rio+20  e como estes contribuirão para a conservação do Cerrado, Siron prefere não criar muitas perspectivas. “Sou um fazedor, não gosto de criar muitas esperanças, gosto de fazer sem esperar muito”, diz o artista plástico.  Já Faquini se mostra mais otimista e afirma: “Siron é um amante do Cerrado, como eu, e agora temos a oportunidade de juntos mostrarmos como a arte pode contribuir para alertar o mundo sobre o futuro que nós queremos para o Cerrado”, diz o fotógrafo.

Neste mês encerraram-se as atividades da Ecodata junto ao Programa Básico Ambiental (PBA) de Educação Ambiental da Corumbá Concessões S.A.
Pessoas fundamentais neste processo, os agentes ambientais da Ecodata são responsáveis pelos bons frutos colhidos ao longo deste trabalho.

 Este poema é de autoria da agente ambiental do município de Alexânia/GO, Mariana Bulhões.
Uma homenagem a todos que contribuíram com a informação, a técnica e a prática ambiental junto às comunidades de cada município atendido pelo Programa.

Agentes no meio da gente… Em todo lugar tem um agente.

Somos ambientais, somos agentes, somos gente.

Mapeamos o solo, nos perdemos e nos achamos nos caminhos de chão, porteiras fechadas, corações abertos, mãos calejadas, pés rachados, olhar sem visão, encontramos pouco verde e muita gente boa nesse Cerradão.

Gente quieta, envergonhada, gente sábia. Gente risonha, gente que trabalha, gente que espera e que não fala, só reclama. Gente que sabe e que sente saudade… De outro tempo, outra vida, da roça, dos pousos, da catira, do tear, das bençãos, do divino…

O verde, a água o canto dos pássaros, o cheiro de café e longas conversas.

Dali se colhia o problema e a solução. Fluindo no curso do rio, inventando saídas com a imaginação, anotando tudo e a pressa num tinha não… Era prosa pra mais um dia, semanas, meses, anos… É trabalho pra longa duração…

Aprendemos, ensinamos… Mobilizamos a comunidade e por ela fomos mobilizados.

Quebramos dormências, plantamos sementes não só no meio ambiente, mas no meio d`agente.

Fomos agentes, conscientes em ação. Fomos movimento, com reflexão

Cada um com seu jeito, com seu tempero e sua inspiração.

Companheiros, amigos, cumpadres… Em cada canto deixamos com eles uma indagação: “Quando vocês voltam aqui? Aquele pessoal veio aqui e me contou que a água volta, que a mata é ouro, que o fruto é renda, que o ar é nosso. Agora a gente sabe dar valor em tudo que nos rodeia, esse ambiente depende d`agente e a gente num vive sem ele…”

É o que o povo comenta!

Voltamos pra casa, nós agentes… Realizados, lembrando, cansados, com o carro cheio de barro e planos, com cheiro de fumaça, mãos e mentes férteis… Certos de mais um dia ter feito de sua lição uma missão.

Com carinho,

Mariana Bulhões

A publicação “Rio+ 20 2012 – Cúpula do Futuro – 174 perguntas” foi elaborada pelo senador Cristovam Buarque e tem a finalidade de contribuir para o debate sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O conteúdo reúne 174 perguntas distribuídas entre 44 temas que convidam a sociedade civil a pensar e discutir soluções sustentáveis para os atuais problemas globais.

Sobre a publicação, Cristovam, que também é Presidente da Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional sobre Mudanças Climáticas, afirma: “Embora os temas escolhidos tenham ficado restritos à agenda oficial das Nações Unidas, queremos ir além e debater outros temas. Esse pequeno documento apresenta, por isso, uma lista mais ampla desses temas-problema para que a discussão deles possa ser feita mesmo em ambientes externos à Subcomissão, especialmente nas Universidades e, ainda mais, entre os alunos do Ensino Médio.”

Baixe AQUI a publicação.

Pequenas árvores de troncos torcidos e recurvados e de folhas grossas, esparsas em meio a uma vegetação rala e rasteira, misturando-se, às vezes, com campos limpos ou matas de árvores não muito altas – esses são os Cerrados, uma extensa área de cerca de 200 milhões de hectares, equivalente, em tamanho, a toda a Europa Ocidental.

Informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA) apontam que as espécies vegetais encontradas no bioma têm potencialidades medicinais, capacidade de recuperação de solos degradados e proteção natural contra pragas. De acordo com o Ministério, o Cerrado possui cerca de 200 espécies de mamíferos conhecidas e a rica avifauna, que compreende cerca de 840 espécies. De acordo com estimativas recentes, este bioma é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Devido à sua situação geográfica, o Cerrado funciona como elo com outros biomas como a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal e a Caatinga. Isso faz com que o Cerrado compartilhe espécies com os demais biomas, tornando-se um local de alta diversidade, a ponto de ser considerado a savana mais rica em biodiversidade do planeta.

O Cerrado abriga um grande número de espécies animais. Mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes fazem parte das cerca de 2.500 espécies de vertebrados identificados e que vivem no bioma. Isso sem contar os insetos, que têm papel fundamental na ecologia, mas que ainda são pouco conhecidos pela ciência.

Com informações do MMA, Portal Brasil e do Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN